Novas questões sobre suplementos e o consumo de proteína

Qual whey protein é melhor? Veja diferenças e saiba qual escolher Nos Estados Unidos, os suplementos de óleo de peixe faturam mais de US$ 1 bilhão em vendas...

Novas questões sobre suplementos e o consumo de proteína
Novas questões sobre suplementos e o consumo de proteína (Foto: Reprodução)

Qual whey protein é melhor? Veja diferenças e saiba qual escolher Nos Estados Unidos, os suplementos de óleo de peixe faturam mais de US$ 1 bilhão em vendas anuais. A popularidade do insumo e dos suplementos de ômega-3 se deve à crença de que tais produtos podem reduzir o risco de demência. No entanto, não é o que aponta um novo estudo publicado na revista eBioMedicine, que integra o conjunto de periódicos da The Lancet. Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia descobriram que o consumo regular dessas substâncias não preservou a cognição ou o volume cerebral em idosos com risco de desenvolver Alzheimer Suplementos: pesquisadores mostraram que sua utilização não preservou a cognição em idosos com risco de desenvolver Alzheimer Bru-no para Pixabay Para o estudo, um grupo de alto risco composto por 365 adultos, com idades entre 55 e 80 anos, foi dividido: enquanto metade recebia diariamente uma dose alta de suplemento de óleo de peixe, o restante consumia um placebo. O experimento durou dois anos e, após o seu término, testes cognitivos não mostraram diferença significativa entre os dois grupos. Os suplementos também não pareceram retardar a perda de volume no hipocampo – uma estrutura cerebral cujo desgaste é um marcador associado ao Alzheimer. De acordo com os cientistas, os suplementos de fato chegaram ao cérebro, mas foram insuficientes para afetar o desenvolvimento cognitivo, que é influenciado por uma mistura complexa de alterações relacionadas a fatores como idade, genética, estilo de vida e meio ambiente. O caminho para a saúde do cérebro continua sendo uma combinação de alimentação saudável, exercícios físicos e sono de qualidade. Multivitamínico diário Por outro lado, um multivitamínico diário pode ajudar adultos mais velhos a manter a saúde funcional. Pesquisadores analisaram dados de 16 mil pessoas com 60 anos ou mais que participaram do estudo COSMOS (COcoa Supplement Multivitamins Outcomes Study). Os participantes foram divididos aleatoriamente para tomar diariamente um multivitamínico, um suplemento de extrato de cacau, ambos ou nenhum deles – placebos foram administrados ao grupo de controle. Aqueles que utilizaram um multivitamínico diário apresentaram índices significativamente melhores após três anos. "O que torna este trabalho único é o nosso foco na saúde funcional — como as pessoas realmente se sentem e funcionam em suas vidas diárias —, em vez de apenas na prevenção de doenças graves", afirmou Bayu B. Bekele, pós-doutorando da Universidade Augusta. “Para idosos, essas descobertas sugerem que um multivitamínico diário pode ser uma adição útil e de baixo risco para apoiar o bem-estar físico à medida que envelhecem, embora não substitua uma boa alimentação ou exercícios.” Ingestão de proteínas e envelhecimento saudável Aproveito para incluir outra pesquisa com um alerta sobre o consumo excessivo de proteínas. Alimentos fortificados com proteínas estão surgindo em todos os lugares, de cereais e cafés a água proteica. Entretanto, uma revisão abrangendo mais de 350 artigos sobre restrição proteica e envelhecimento, publicada no fim de julho no periódico Cell Press Blue, indica que consumir menos proteína pode trazer maiores benefícios à saúde. “Está claro que existem benefícios da proteína para o crescimento muscular e a resposta ao exercício em indivíduos ativos”, diz Dudley Lamming, autor correspondente do artigo, da Universidade de Wisconsin-Madison. “Mas, como a maioria das pessoas é relativamente sedentária, muitas estão consumindo mais proteína do que precisam, o que possivelmente traz consequências negativas para a saúde.” Há décadas os cientistas sabem que consumir menos calorias pode estender a expectativa de vida e diminuir o risco de doenças relacionadas à idade, como o câncer. Ao mesmo tempo, alguns trabalhos constataram que consumir mais proteína promoveria a perda de peso e reduziria a perda muscular relacionada à idade, quando combinado a exercícios físicos. Essas descobertas levaram as autoridades americanas a atualizar suas diretrizes alimentares, recomendando um aumento na ingestão diária de proteínas. Com os americanos consumindo mais proteína do que nunca e os idosos sendo incentivados a aumentar sua ingestão, Lamming e seu colega Bailey Knopf decidiram revisar décadas de pesquisas sobre o tema. Com base em mais de 350 artigos, a dupla delineou mecanismos potenciais que surgem consistentemente entre os estudos e podem explicar que são as dietas com restrição de proteínas às associadas à longevidade.